Três Lagoas, uma cidade pujante no Mato Grosso do Sul, segue enfrentando um problema de habitação desde a chegada de grandes fábricas de celulose há quase duas décadas, que geram emprego e renda, causou uma grande demanda por moradia. Porém, a oferta não acompanhou esse crescimento, e os preços dos aluguéis e dos imóveis seguem disparados desde a chegada dessas empresas.
Muitos munícipes de Três Lagoas estão tendo dificuldade para encontrar um lugar para morar, ou para pagar o que os proprietários pedem. Alguns têm que se mudar para áreas mais afastadas, ou dividir a casa com outras famílias. Outros recorrem a ocupações irregulares, que podem trazer problemas ambientais e sociais. A situação é grave e requer uma solução urgente por parte das autoridades e da sociedade.
Tal situação é ironizada nas redes sociais, veja alguns prints:


Ocupação
O mercado imobiliário é um setor que reflete as desigualdades sociais e econômicas em Três Lagoas. Enquanto os ricos se beneficiam da especulação imobiliária e da valorização dos imóveis, os pobres enfrentam maiores dificuldades para ter acesso à moradia digna e segura.

Foto: Flickr Câmara Municipal de Três Lagoas – Protestos de famílias da ocupação da São João.
É o caso da ocupação da São João que iniciou em 21/06/2021 quando as famílias que enfrentam sérios problemas sociais e não suportavam mais os custos do morar na cidade, ocuparam área pública pertencente a Prefeitura de Três Lagoas/MS.
Desde então foram diversos protestos na câmara municipal de vereadores, famílias com faixas e cartazes que chama atenção, “áreas públicas geralmente são para grande empreendimentos” diz cartaz.
Muitas vezes, os pobres são obrigados a viver em áreas sem infraestrutura e serviços básicos, ou em condições precárias, como favelas e cortiços. Essa situação gera exclusão, violência e vulnerabilidade social. Para mudar essa realidade, é preciso garantir o direito à moradia para todos, através de políticas públicas que promovam a habitação popular, para controlar o preço dos aluguéis que segue nas alturas.
A prefeitura de Três Lagoas anunciou a construção de 192 apartamentos populares na Vila Piloto em 2024.
Sem olhar para a realidade, empresas de celuloses aumenta a oferta de emprego, atraindo mais imigrantes para região, agravando a situação dos mais humildes.
Da Redação