Um grupo de empresários está há três dias protestando contra medidas sanitárias impostas monocraticamente pela SES (Secretária de saúde de Mato Grosso do Sul) a Três Lagoas.
O ato de hoje(15), começou com uma carreata com termino no Hospital Regional, que está em construção há sete anos na BR-158, mesmo com a pandemia a SES não teve capacidade de ativa-lo, para desafogar sistema de saúde no Estado, que atualmente exporta pacientes a outros Estados da Federação e muitas das vezes voltam sem vidas.
Desde domingo(13) empresários de Três Lagoas protesta contra medidas sanitárias que permite aglomerações em transporte de público e privado, e coloca um simples comércio como vilão da pandemia.
Ontem segunda-feira(14), empresários foram a Câmara de vereadores, local que também segue blindado pelas mesmas mediadas sanitárias. Este ano o contribuinte não conseguiu entrar ou participar de seções no legislativo do município.
Guerreiro coloca Três Lagoas na bandeira vermelha
Ainda classificada na bandeira cinza pelo Mapa Prosseguir, a prefeitura de Três Lagoas autorizou, por meio de decreto, a reabertura do comércio não essencial no município. A medida foi publicada ontem segunda-feira (14).
A medida, assinada pelo prefeito Angelo Guerreiro, ocorreu após o Governo Estadual rejeitar um ofício onde o município solicitava continuar classificado na bandeira vermelha, o documento foi enviado na última quinta-feira (11), em caráter de urgência.
De acordo com a prefeitura, a reabertura do comércio não essencial é possível pois a “a maciça ocupação de leitos covid corresponde apenas a 50% de pacientes moradores de Três Lagoas e, por ser hospital de referência da macrorregião, está com mais da metade da capacidade ocupada com pessoas de outras cidades”.
O decreto municipal obedece aos critérios da classificação de Bandeira Vermelha do Prosseguir e, por isso, ao horário do Toque de Recolher, sendo das 21h às 05h. A medida começou a valer ontem segunda(14).
Em nota o Governo do Estado se pronunciou, leia:
Considerando a decisão unilateral de alguns prefeitos contrários ao decreto estadual que emitiu restrições às atividades não essenciais neste momento de agravamento da pandemia, o Governo do Estado vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
1. O Estado acatou um pedido da entidade representativa dos prefeitos, a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul – Assomasul, que reivindicou medidas mais duras para frear a pandemia, entre elas a obrigatoriedade de cumprimento das recomendações do PROSSEGUIR pelos Municípios, toque de recolher; lei seca e reforço do policiamento ostensivo de fiscalização.
2. O estado entende que cumpriu o seu dever, com base em dados técnicos, e cabe ao Ministério Público, órgão de controle e fiscalização, a tomada das medidas legais cabíveis.
3. Por fim, o Estado alerta aos prefeitos que adotarem medidas mais flexíveis das previstas no Decreto Estadual, que assumam a responsabilidade sobre as consequências decorrentes de seus atos.Campo Grande, 14 de junho de 2021. GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL