Lula lidera com folga no 1º turno, mas Flávio Bolsonaro encurta vantagem no 2º, diz CNT/MDA

Lula mantém a dianteira na corrida presidencial de 2026, mas Flávio Bolsonaro reduziu a diferença num eventual segundo turno. É o que aponta a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (11).

Na disputa de primeiro turno, o presidente aparece com 42,4% das intenções de voto. O senador vem em segundo, com 28,7%. A distância entre os dois ficou em 13,7 pontos percentuais, praticamente estável em relação a junho, quando o levantamento anterior registrava 41,8% para Lula e 28,2% para Flávio Bolsonaro, uma diferença de 13,6 pontos.

É no cenário de segundo turno que o quadro se mexeu. Num confronto direto, Lula soma 48% e Flávio Bolsonaro, 39,1%, o que reduz a vantagem do petista para 8,9 pontos. Em junho, essa distância era maior: 49,3% contra 36,8%, ou 12,5 pontos de folga para o presidente.

A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Os dados foram colhidos em consulta presencial a eleitores realizada entre a última quarta-feira (5) e o sábado (8), em 140 municípios. O levantamento ocorre num momento em que Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar.

Demais nomes no primeiro turno

Entre os outros candidatos testados no primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD) marcou 4%, mesmo patamar de junho. Romeu Zema (Novo) subiu de 2,8% para 3,3%, enquanto Renan Santos (Missão) foi de 2% a 2,8%.

Augusto Cury (Avante) recuou de 1,8% para 1,2%. A pesquisa também registrou Samara Martins (UP) com 1,6% e Rui Costa Pimenta (PCO) com 0,9%, além de outros nomes somando 0,9%. Brancos e nulos ficaram em 6,8% e os indecisos, em 7,2%. Em junho, esses índices eram de 7% e 9,9%, respectivamente.

Outros confrontos de segundo turno

Quando testado contra os demais nomes num segundo turno, Lula manteve vantagem em todos os cenários. Diante de Zema, o presidente tem 49,1% ante 34,9%. Contra Caiado, marca 47,9% frente a 35,9%.

O petista aparece ainda com 48,5% contra os 33% de Renan Santos e com 48,6% diante dos 32,4% de Augusto Cury.

A preferência declarada por uma terceira via caiu no período: passou de 35,8% em junho para 31,5% agora.

Consolidação do voto e rejeição

O levantamento mostra que 71,2% dos entrevistados já definiram em quem votar. Entre quem escolheu Lula, 80% se disseram convictos da decisão; do lado de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 79%.

O potencial de voto em Lula chega a 52,6%: 40,5% afirmam que votariam com certeza e 12,1% dizem que poderiam votar nele. Em contrapartida, 46,2% declararam que não o reelegeriam.

Já o potencial de voto em Flávio Bolsonaro é de 42,1%, com 26% de votos certos e 16,1% de possíveis. A rejeição ao senador, porém, é maior: 54,5% afirmaram que não votariam nele.

Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, Lula foi citado por 35,3% dos entrevistados, ante 34,6% em junho.

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