Na manhã desta segunda-feira (5), os vereadores de Três Lagoas se reuniram com representantes da Sanesul e da MS Pantanal para tratar das constantes reclamações envolvendo a rede de esgoto e saneamento da cidade. A reunião, coordenada pelo vereador Sargento Rodrigues, líder do Poder Executivo na Câmara, teve como objetivo apresentar as principais demandas dos parlamentares e buscar esclarecimentos das empresas responsáveis pelos serviços.
Estiveram presentes os vereadores Daniel da Farmácia, Davis Martinelli, Evalda Reis, Fernando Jurado, Marco Silva, Marcus Bazé, Mi do Santa Luzia, Professor Pedrinho Junior, Professora Maria Diogo, Robson do Alinhamento, Sargento Rodrigues, Silverado e Sirlene. Representando as empresas, participaram o gerente regional da Sanesul em Três Lagoas, Adilson Silva Bahia, e os diretores da MS Pantanal, Gabriel Buim e Clayton Bezerra.
Durante o encontro, os vereadores relataram diversas situações críticas. A vereadora Evalda Reis destacou os frequentes entupimentos nas ruas Wilson Carvalho Viana e Davi de Alexandria, além de citar o caso de uma residência na Vila Alegre que registrou mais de 20 chamados à Sanesul sem solução definitiva. Ela também questionou se há planejamento para implantação da rede de esgoto nas áreas que estão recebendo pavimentação e drenagem, de forma a evitar que o asfalto recém-feito seja destruído posteriormente.
A vereadora Professora Maria Diogo solicitou maior transparência quanto ao plano diretor e aos contratos firmados com as empresas, para que os parlamentares possam fiscalizar com mais eficiência. Já o vereador Marcus Bazé pediu explicações sobre os caminhões que, segundo denúncias da população, estariam despejando esgoto na rede pública de maneira suspeita. “A população não sabe se é procedimento comum ou crime ambiental. Esses caminhões estão autorizados? Por que não estão identificados?”, questionou.
“O mau cheiro está generalizado na cidade”, afirmou o vereador Robson do Alinhamento, reforçando o apelo coletivo dos vereadores por soluções mais rápidas e eficazes.
Em resposta, o diretor da MS Pantanal, Gabriel Buim, agradeceu a oportunidade e reconheceu a importância da interlocução com o Legislativo. “Vocês são os olhos da população. Reclamar e abrir chamados é essencial, porque é assim que monitoramos os problemas e planejamos as ações corretivas”, declarou.
Durante a reunião, os representantes das empresas apresentaram algumas das causas dos transtornos recorrentes: características geográficas desfavoráveis de Três Lagoas, como áreas com declive quase nulo; mau uso da rede, com objetos como pneus, latas e até roupas encontradas nos encanamentos; e a sobrecarga da estrutura, provocada principalmente pelo despejo de água da chuva no sistema de esgoto, o que leva ao colapso do sistema em dias chuvosos.
“Em dias normais, atendemos cerca de 15 chamados por problemas na rede. Após chuvas, esse número chega a 70 por dia, e só volta ao normal quase uma semana depois”, detalhou Clayton Bezerra, diretor da MS Pantanal. Ele ainda afirmou que esse tipo de situação não é exclusiva de Três Lagoas: “É uma realidade enfrentada nos 68 municípios atendidos pela Sanesul, e provavelmente na maioria das cidades do Brasil”.
Como encaminhamento da reunião, ficou acordado que Gabriel Buim retornará à Câmara Municipal no dia 19 de maio para apresentar um levantamento detalhado. O material incluirá um mapa da cidade com todos os pontos críticos identificados, tanto pelos vereadores quanto pelos registros da central de atendimento das empresas, além de um plano de ação para enfrentar cada uma das causas dos problemas de saneamento em Três Lagoas.
