Ad image

Explosão de casos de chikungunya no Paraguai coloca fronteira com o Brasil em alerta

Com explosão de casos de chikungunya no Paraguai, as cidades brasileiras na região de fronteira ascenderam o alerta. Só em Ponta Porã (MS), vizinha à Pedro Juan Caballero (PY), o número de casos da doença nas primeiras seis semanas de 2023 já supera o registrado em todo ano de 2022.

No Paraguai, nas primeiras três semanas de 2023, foram confirmados quase 9 mil casos de chikungunya de acordo com o ministério da Saúde do país. Em Ponta Porã, na linha de fronteira entre Brasil e Paraguai, no Mato Grosso do Sul, já foram registrados nove casos da doença, enquanto em todo ano de 2022 foram confirmados 4 casos.

Juntas, Ponta Porã e Pedro Juan Caballero somam mais de 200 mil habitantes. A prefeitura da cidade sul-mato-grossense já acendeu o alerta em decorrência a explosão dos casos de chikungunya no Paraguai. Segundo levantamento do ministério da Saúde paraguaio, o número de casos registrados da doença no país em 2023 já é seis vezes maior do que confirmado em 2022.

“Precisamos ficar realmente em alerta. No ano passado, durante o ano inteiro, Ponta Porão teve só quatro casos. Essa explosão assusta um pouco, a tendência é aumentar”, detalha a coordenadora de vigilância epidemiológica da cidade, Renata Granci Carvalho.

O secretário de Saúde de Ponta Porã, Patrick Derzi, afirmou que o momento é de intensificar as campanhas e pedir a contribuição de todos, de forma coletiva, em especial com os cuidados para proliferação do mosquito Aedes Aegypti na água parada.

- Patrocinador -
Ad image

“Aqui em Ponta Porã nós estamos intensificando as campanhas, fazendo orientações, indo a várias casas e fazendo vários mutirões nos bairros. Agora com o aumento no número de casos no Paraguai e no Brasil, nós vamos intensificar ainda mais nossa campanha aqui no município. Vamos planejar ações entre Brasil e Paraguai, uma ação conjunta“, afirma o secretário.

Cuidados

Os moradores devem ficar sempre atentos para a prevenção da doença. Veja cuidados para evitar o ciclo de reprodução do mosquito:

  • Tampar reservatórios de água;
  • Evitar o acúmulo de pneus e garrafas no quintal;
  • Remover galhas e folhas das calhas;
  • Evitar jogar lixo em terrenos baldios;
  • Manter ralos e calhas limpos e evitar entupimentos.
  • Transmissão: picada do Aedes aegypti
  • Proliferação: água parada
  • Sintomas: febre alta (acima de 38°C); pele e olhos avermelhados; coceira; dores no corpo e articulações (joelhos e pulsos); dor de cabeça
  • Duração: até 15 dias
  • Complicações: encefalite; Síndrome de Guillain-Barré; complicações neurológicas
  • Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
  • Vacina: não tem

Fonte G1

Veja também