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Fronteira em Corumbá está fechada pelo 4º dia por disputas políticas na Bolívia

Foto: David Flores/APG

Sem nenhum diálogo ainda por parte do governo, bolivianos entraram no quarto dia de manifestações nesta quinta-feira (11). A população quer que Luis Arce, presidente do país vizinho, revogue pacote de leis, que consideram ilegal.

Com isso, a fronteira entre as cidades de Puerto Quijarro e Puerto Suárez com Corumbá, continua fechada. Apenas é permitido que as pessoas cruzem a ponte a pé. Entulhos, galhos de árvores e caminhões permanecem cruzados nas ruas, para impedir o tráfego de carros desde segunda-feira (8).

De acordo com o Diário Corumbaense, só na região na fronteira com Corumbá, são registrados três pontos de bloqueios, um na ponte que delimita o território entre Bolívia e Brasil, um em Puerto Suárez e logo mais à frente, na estrada Bioceânica, que interliga as duas nações via terrestre.

A polícia boliviana, em Puerto Quijarro, faz o monitoramento das manifestações para evitar confrontos. Além disso, um contingente de 30 agentes foi deslocado da cidade de Santa Cruz de la Sierra para dar apoio na fronteira.

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Antonio Chávez Mercado, presidente do Comité Cívico Arroyo Concepción, disse que a mobilização continua até que o governo atenda à reivindicação. “Não tivemos nenhum sinal por parte do governo. Queremos a revogação da lei, enquanto isso, seguimos unidos com o ‘paro’ em toda a Bolívia e a fronteira permanecerá fechada por tempo indeterminado”, pontuou ele ao jornal local. 

As mobilizações de repúdio à Lei 1.386 e demais regulamentações promovidas pelo governo boliviano seguem em todo o país. A população considera os regulamentos uma violação dos direitos dos cidadãos, pois a lei permite que o governo fiscalize o patrimônio de qualquer cidadão sem necessidade de ordem judicial.

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