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Homem morre lutando contra o fogo no Pantanal

Edson trabalhava em uma fazenda quando acidente aconteceu (Foto: Reprodução | Facebook)

Edson Genovêz, de 32 anos, faleceu na madrugada desta quarta-feira (14) na Santa Casa de Campo Grande. Ele havia sofrido queimaduras em 90% do corpo no início do mês, enquanto operava um trator para abrir um aceiro em uma fazenda no Pantanal de Mato Grosso do Sul, em Corumbá, a 428 quilômetros da Capital, segundo o Campo Grande News.

Nas redes sociais, uma das irmãs de Edson compartilhou a notícia de sua morte, mas a família decidiu não falar com a imprensa neste momento. Odila Silveira, uma empresária de turismo e ex-patroa de Edson, disse ao Campo Grande News que ele havia começado a trabalhar na fazenda onde o acidente ocorreu há cerca de dois meses. “Era um rapaz excelente, muito bom. Foi uma tragédia. Estamos todos arrasados, só Deus para nos confortar”, comentou Odila.

Segundo o boletim de ocorrência, Edson foi levado ao pronto-socorro de Corumbá por volta das 20h do dia 7 de agosto. Ele foi internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) e transportado ao hospital de helicóptero. Apesar dos ferimentos graves, Edson estava consciente.

Devido à gravidade das queimaduras, que atingiram 90% de seu corpo, ele foi transferido para o setor de queimados da Santa Casa em Campo Grande, uma unidade referência nesse tipo de tratamento. Infelizmente, Edson não resistiu aos ferimentos e faleceu.

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Incêndios no Pantanal

Após um período de baixas temperaturas e chuvas, os incêndios que estavam concentrados na região norte do Pantanal Sul-Mato-Grossense se espalharam para novas áreas nesta semana. Agora, o fogo está atingindo áreas próximas à comunidade indígena Kadiwéu, localizada na divisa entre a Bolívia e Mato Grosso do Sul, segundo o Correio do Estado.

Conforme o informativo da Operação Pantanal, os focos de incêndio haviam diminuído devido às chuvas da semana passada, mas voltaram a surgir na segunda-feira (12), após o término das precipitações na região. Uma equipe de militares do Paraná foi mobilizada para combater o fogo.

Atualmente, o estado enfrenta nove focos de incêndio ainda ativos. Na região de Forte Coimbra, novos focos de calor foram identificados, ameaçando a área. As equipes de monitoramento foram enviadas e permanecem alertas.

Além do incêndio na aldeia, outros focos permanecem ativos. No norte do Estado, próximo à Fazenda Caiman, militares de Mato Grosso do Sul e membros da Força Nacional de Segurança contam com o apoio de uma aeronave Air Tractor para combater as chamas. Na região de Miranda, um incêndio que chegou até a BR-262 está sendo monitorado e controlado. Outra área de preocupação é a região do Passo da Lontra e da Estrada Parque, onde as equipes continuam trabalhando para conter o fogo.

Com o fim da frente fria, as autoridades temem que os incêndios possam aumentar novamente no Pantanal. No estado, as temperaturas, que chegaram a marcar um recorde de sensação térmica de -4ºC, voltaram a subir, atingindo uma média de 24ºC no início da semana. O fim da frente fria trouxe também rajadas de vento de 25 km/h e baixa umidade relativa do ar, variando entre 10% e 20%.

Na parte norte do Pantanal, apesar das temperaturas baixas e das chuvas em grande parte da região, o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ (Lasa) identificou a queima de 1.150 hectares entre sábado (10) e domingo (11). No fim de semana, a área queimada chegou a 550 hectares no sábado e 600 hectares no domingo.

Segundo o Lasa, até 6 de agosto de 2023, o Pantanal de Mato Grosso do Sul já havia perdido 1.089.600 hectares para o fogo, um aumento de 118% em comparação ao mesmo período de 2020, que detinha o recorde histórico de incêndios na região. Hoje (13), o laboratório identificou um aumento significativo no número de incêndios em toda a região pantaneira, com 4.175 hectares queimados.

A Operação Pantanal conta com o suporte de 56 membros da Força Nacional de Segurança Pública e 12 da LIGABOM do Paraná, além das Forças Armadas, incluindo a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira. A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul também participa com 4 militares, enquanto 273 agentes do IBAMA, ICMBio e brigadistas do PrevFogo, junto com um policial federal, se unem aos esforços de combate aos incêndios.