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Mercenário americano pede recompensa milionária para derrubar Maduro

Diagrama mostrando a estrutura de comando dos "Executores Fiéis" do regime de Nicolás Maduro,

Erik Prince, fundador do exército privado Blackwater, propôs um valor para executar captura na Venezuela. Em uma declaração pública na quarta-feira (31), Erik Prince afirmou que, por US$ 100 milhões, derrubaria o governo de Maduro.

Prince, conhecido por ser um dos fundadores da Blackwater, maior empresa de mercenários do mundo, atualmente administra várias empresas no setor.

“Se Kamala Harris e Joe Biden realmente querem apoiar a liberdade e eleições legítimas na Venezuela, deveriam aumentar as recompensas para 100 milhões de dólares cada para os criminosos procurados Nicolas Maduro e Diosdado Cabello e todos os outros do seu cartel. Então, sente-se e observe a mágica acontecer. Você pode até pagar com dinheiro congelado do regime que já está nos bancos dos EUA”, afirmou Prince.

Desde 2020, existe uma recompensa de US$ 15 milhões pela captura de Maduro, acusado de envolvimento em um esquema de tráfico de drogas.

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Em 3 e 4 de maio de 2020, a empresa de segurança privada Silvercorp, liderada pelo mercenário Jordan Goudreau, tentou realizar uma operação para derrubar Maduro. Mais de 100 pessoas foram presas por envolvimento e colaboração na invasão marítima que tinha como objetivo capturar Maduro e receber a recompensa oferecida pelos EUA.

Diagrama mostrando a estrutura de comando dos “Executores Fiéis” do regime de Nicolás Maduro, destacando as principais figuras e organizações responsáveis por diferentes áreas de inteligência e segurança na Venezuela:

  • Nicolás Maduro: Presidente
  • Vicepresidente: Delcy Rodríguez (até 2020)
  • DGCIM: Dirección de Contrainteligencia Militar
    • Hernández Dala
    • Granko Arteaga
  • PNB: Policía Nacional Bolivariana
    • Miguel Domínguez
  • SEBIN: Servicio Bolivariano de Inteligencia Nacional
    • Gustavo González López
  • CPOD: Coordinación para el Orden Democrático
    • Gustavo González López
  • DAET: Dirección de Acciones Estratégicas y Tácticas
    • Carlos Alberto Calderón

Quem é Erik Prince

Erik Prince é amplamente conhecido como o fundador da empresa de segurança privada Blackwater, posteriormente renomeada para Academi. A empresa ganhou notoriedade durante a Guerra do Iraque, especialmente após o massacre da Praça Nisour em 2007, quando contratados da Blackwater mataram 17 civis iraquianos.

Prince atuou como CEO da Blackwater até 2009 e como presidente do conselho até 2010, quando a empresa foi vendida a um grupo de investidores. Hoje, ele possui influência significativa em diferentes exércitos privados ao redor do mundo.

Atualmente, Prince foca suas atividades na Frontier Services Group, que presta serviços militares para países africanos. Ele é acusado de promover um golpe contra a missão de paz da ONU na Líbia para apoiar Khaifa Haftar, de colaborar com o Grupo Wagner e é visto como uma figura controversa no mundo da segurança.

Conhecido por trabalhar com diversos regimes políticos, Prince já se reuniu com Maduro para negociações de segurança. Apoiador de Trump e da alt-right, ele é irmão de Betsy DeVos, ex-secretária de Educação dos EUA durante o governo republicano.

Situação Atual na Venezuela

Crise Política e Humanitária

A Venezuela está mergulhada em uma crise política e humanitária há anos, com o governo de Maduro enfrentando acusações de autoritarismo, corrupção e abusos dos direitos humanos. A economia do país está em colapso, com hiperinflação e escassez de alimentos e medicamentos. Milhões de venezuelanos fugiram do país em busca de melhores condições de vida.

Recompensas e Acusações

Desde 2020, há uma recompensa de US$ 15 milhões pela captura de Maduro, acusado de envolvimento em um esquema de tráfico de drogas. As ofertas de recompensas por líderes estrangeiros é uma tática usada pelos EUA

Implicações Legais e Éticas

Legalidade das Ações de Mercenários

As ações propostas por Prince levantam sérias questões legais. O uso de mercenários em conflitos internacionais é regulado por várias convenções internacionais, incluindo a Convenção das Nações Unidas contra o recrutamento, uso, financiamento e treinamento de mercenários. As ações de mercenários podem ser vistas como violações da soberania nacional e podem resultar em sanções e ações legais contra os envolvidos.

Considerações Éticas

Além das implicações legais, há também considerações éticas a serem feitas. A intervenção de empresas militares privadas em conflitos pode exacerbar a violência e desestabilizar regiões já vulneráveis. O uso de mercenários também levanta questões sobre responsabilidade e controle, uma vez que esses atores não estão sujeitos às mesmas regras e regulamentações que os militares tradicionais.

Grupo Wagner

Nicolás Maduro tem sido amplamente criticado por recorrer ao apoio de mercenários estrangeiros para manter seu regime no poder. Entre esses grupos, destaca-se o Grupo Wagner, uma organização paramilitar russa conhecida por suas operações em conflitos globais, que teria sido empregada para fornecer segurança e assistência militar ao governo venezuelano. Além disso, Maduro conta com o apoio de agentes cubanos, que desempenham papéis estratégicos nas áreas de inteligência e repressão interna. Essa colaboração com mercenários estrangeiros visa consolidar o controle do regime sobre o país, suprimindo a oposição e mantendo a estabilidade do governo em meio a crises políticas e econômicas.