O governo Lula ficou sem estoque para a entrega imediata de vacinas contra a Covid, apesar das críticas à gestão de Jair Bolsonaro em relação à pandemia.
Chefiado por Nísia Trindade, o Ministério da Saúde deixou vencer cerca de 1/3 do último lote comprado da farmacêutica Moderna, quantidade equivalente a 4,2 milhões de doses.
Os lotes perdidos são parte de um contrato de 12,5 milhões de vacinas da Moderna, das quais a Saúde conseguiu repassar 8,26 milhões de doses adaptadas à variante XBB. O contrato foi assinado por 725 milhões de reais.
A pasta, que reduziu a entrega das doses de imunizantes nos últimos meses, já reconhece que estados e municípios têm poucas vacinas, especialmente as destinadas ao público infantil.
O que diz o Ministério da Saúde?
Em nota, a pasta disse ter reforçado suas ações para reduzir casos e óbitos com base nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), alegando que sua postura é “incomparável à anterior”.
Além disso, o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, responsabilizou o movimento antivacina pela baixa procura por vacinas, especialmente entre crianças.
“Por que que a demanda [pela Coronavac] foi baixa? Por conta desses grupos antivax. Uma posição que eu defendo: o desperdício tem que ir na conta do antivax. Esse, para mim, é o custo ao Estado brasileiro que esse pensamento negacionista causa”, afirmou Gatti ao jornal.
