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SpaceX ‘captura’ propulsor gigante de foguete Starship em quinto teste de voo

A SpaceX lançou seu quinto voo de teste da Starship do Texas e retornou o imponente propulsor do primeiro estágio do foguete à terra pela primeira vez, alcançando um novo método de recuperação envolvendo grandes braços de metal.

O propulsor Super Heavy do primeiro estágio do foguete decolou às 7h25 (12h25 GMT) de domingo das instalações de lançamento da SpaceX em Boca Chica, Texas, enviando o foguete Starship do segundo estágio em uma trajetória no espaço com destino ao Oceano Índico, a oeste da Austrália, onde tentará a reentrada atmosférica seguida de um pouso na água.

https://youtu.be/l5XQWCTQlyg?si=v9RCPx7Npe2IoTjJ

O propulsor Super Heavy, após se separar do propulsor Starship a cerca de 74 km (46 milhas) de altitude, retornou à mesma área de onde foi lançado para fazer sua tentativa de pouso, auxiliado por dois braços robóticos presos à torre de lançamento.

“A torre pegou o foguete!!”, postou o fundador da SpaceX, Elon Musk, no X.

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Elevando-se a quase 121 metros (400 pés), a Starship vazia arqueou-se sobre o Golfo do México como as quatro Starships anteriores que acabaram sendo destruídas, logo após a decolagem ou ao mergulhar no mar. A última em junho foi a mais bem-sucedida até agora, completando seu voo sem explodir.

Desta vez, Musk aumentou o desafio e o risco. A empresa trouxe o propulsor de primeiro estágio de volta para pousar na plataforma de onde havia voado sete minutos antes.

“Você está brincando comigo?” Dan Huot, da SpaceX, observou com entusiasmo perto do local de lançamento. “Estou tremendo agora.”

“Este é um dia para ficar nos livros de história da engenharia”, acrescentou Kate Tice, da SpaceX, da sede da SpaceX em Hawthorne, Califórnia.

Cabia ao diretor de voo decidir, em tempo real com um controle manual, se tentaria o pouso. A SpaceX disse que tanto o propulsor quanto a torre de lançamento tinham que estar em boas condições estáveis. Caso contrário, acabaria no golfo como os anteriores. Tudo foi julgado pronto para a captura.

Uma vez livre do propulsor, a nave espacial de aço inoxidável com aparência retrô no topo continuou ao redor do mundo, visando um mergulho controlado no Oceano Índico. O voo de junho ficou aquém no final depois que pedaços se soltaram. A SpaceX atualizou o software e retrabalhou o escudo térmico, melhorando os ladrilhos térmicos.

A SpaceX disse que seus engenheiros “passaram anos se preparando e meses testando a tentativa de captura do propulsor, com técnicos investindo dezenas de milhares de horas na construção da infraestrutura para maximizar nossas chances de sucesso”.

As equipes estavam monitorando para garantir que “milhares” de critérios fossem atendidos tanto no veículo quanto na torre antes de qualquer tentativa de devolver o propulsor Super Heavy.

Se as condições não tivessem sido satisfeitas, o propulsor teria sido redirecionado para um pouso no Golfo do México, como em testes anteriores.

Em vez disso, tendo recebido sinal verde, o propulsor que retornava desacelerou de velocidades supersônicas e os poderosos “braços de pauzinho” o abraçaram.

A SpaceX também vem recuperando os propulsores de primeiro estágio de seus foguetes menores Falcon 9 há nove anos, após entregar satélites e tripulações em órbita da Flórida ou Califórnia. Mas eles pousam em plataformas oceânicas flutuantes ou em lajes de concreto a vários quilômetros de suas plataformas de lançamento – não nelas.

A reciclagem dos propulsores Falcon acelerou a taxa de lançamento e economizou milhões para a SpaceX.

Musk pretende fazer o mesmo com a Starship, o maior e mais poderoso foguete já construído com 33 motores de combustível de metano somente no propulsor. A NASA ordenou que duas Starships pousassem astronautas na lua no final desta década. A SpaceX pretende usar a Starship para enviar pessoas e suprimentos para a lua e, eventualmente, para Marte.